AMARGURA
“Os homens da cidade disseram a Eliseu: eis que a situação desta cidade é agradável, como vê o meu senhor; porém as águas são amargas, e a terra é estéril.” (2 Reis 2.19)
A cidade de Jericó tinha de tudo para oferecer uma vida feliz aos seus habitantes. Entretanto, seu povo era infeliz em virtude das “águas amargas”. A Bíblia informa que suas águas eram péssimas, amargas. Igualmente, há vidas preciosas na Igreja do Senhor que, embora agraciadas com beleza, inteligência e capacidade, padecem da amargura de coração.
A amargura é um mal que aflige muitas pessoas e, infelizmente, muitos crentes!
A convivência em uma comunidade, por menor que seja, não está isenta de incompreensões, conflitos, desavenças e ressentimentos. Mas, exorta-nos a Palavra de Deus, devemos “tirar do nosso meio toda amargura” (Efésios 4.31), e, assim, “não deixar que a raiz de amargura brote e contamine” (Hebreus 12.15).
Quando não afastamos a amargura da nossa vida temos como consequência a esterilidade, isto é, nos tornamos infrutíferos no reino de Deus.
O exemplo de Jericó é clássico: uma cidade “agradável”, conforme o testemunho de seus habitantes, mas a amargura de suas águas impedia a felicidade do seu povo, removendo toda e qualquer alegria. Uma alma amargurada, além de perder o relacionamento sadio com o seu próximo, perde, também, a alegria de cultuar ao Senhor junto com os seus irmãos em Cristo.
O que fazer para livrar-se da amargura?
Os homens daquela cidade foram a Eliseu, abrindo os seus corações ao profeta que, por sua vez, orou ao Senhor e o milagre aconteceu: “Assim diz o Senhor: sarei estas águas; não mais sairá delas morte com esterilidade.” (2 Reis 2.21b).
Deus, em Sua graça e poder, operou o milagre da purificação daquelas águas.
E assim, somente assim, recorrendo à ajuda do Senhor é que o crente poderá experimentar a libertação de ressentimentos, de amarguras e de ofensas que já deveriam ter sido perdoadas, de mágoas com ou sem fundamento, de raízes que insistem em brotar e que roubam nossa alegria e o privilégio da convivência com os irmãos em Cristo.
Se você, amado(a), tem algum tipo de amargura em seu coração (ou outro nome que você queira dar ao seu sentimento), recorra ao Senhor e confesse a Ele o que você sente, a tristeza do seu coração, a dificuldade em perdoar a quem lhe ofendeu e/ou a sua indiferença a alguém que já foi seu amigo no passado. Abra o seu coração, como os homens de Jericó diante do profeta de Deus, e, humildemente, peça-Lhe ajuda. Deus, com certeza, removerá a amargura do seu coração, transformando a sua vida.
Para tanto, que Deus o (a) abençoe.
Pr. Arlécio Franco Costa