SE PECAMOS, PECAMOS. E PONTO

Um parlamentar, meses depois de ter sido filmado enchendo de notas de dinheiro de propina a parte inferior do corpo onde a maioria das pessoas usa meias, renunciou.

Ao comunicar sua saída voluntária (e possivelmente temporária) da política, admitiu que errou e que foi vítima do sistema. Quem renuncia não pode ser cassado e, assim, ficar proibido de disputar novas eleições por vários anos.

O comportamento é emblemático da natureza humana e pode nos incluir.

Primeiro, erramos, mas, muitas vezes, só admitimos o erro quando somos descobertos. É como se o pecado se tornasse pecado só quando descoberto.

Até pedimos desculpas mas caímos atirando ao pormos a culpa no sistema (todo mundo faz) ou nos outros.

Pedimos desculpas, esperando que sejamos premiados (com elogios por termos tido a coragem de pedir desculpas ou perdão).

O pedido de perdão verdadeiro é filho do arrependimento verdadeiro.

Pecamos. Ponto.

Fora disso é manipulação. Nossa e dos outros.

Pr. Israel Belo de Azevedo