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24/02/2015 18:24 - Atualizado em 24/02/2015 18:24

É verdade que são poucos os que se salvam?

Lucas narra o momento em que Jesus caminhava para Jerusalém, rumo à sua missão de Cruz. Enquanto Ele caminhava fizeram-lhe uma pergunta: “Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?” Esta é uma pergunta que revela curiosidade interesseira e egoísta porque nasce do medo de perder privilégios e não do desejo genuíno de unir-se a Cristo e ao seu caminho que passa pelo calvário. A salvação exige de nós não uma curiosidade ou desejo egoísta de fazermos parte de um seleto grupo de pessoas, mas um quebrantamento de coração capaz de produzir uma resposta de amor para seguir no caminho do calvário onde morremos para o mundo e renasceremos na ressurreição de Cristo.

É triste quando ainda percebemos que depois de quase 2 mil anos volta e meia fazemos a mesma pergunta: “é verdade que são poucos os que se salvam?”

E no esforço inútil de encontrar uma resposta satisfatória e querendo convencer um maior número de pessoas a entrarem no Reino, corremos o risco de apresentarmos uma fé espetaculosa, onde os cultos são transformados em shows, sobre milagres, sobre cura. Uma fé interesseira, que busca somente emoção e solução de problemas. Tudo isso é um falso evangelho, vazio e sem poder transformador (mesmo quando se diz “evangélico” não é do evangelho e muito menos cristão). Corremos o risco de sermos traidores de Cristo, se nós insistirmos em satisfazer a curiosidade interesseira dos interlocutores desta pergunta. Melhor é seguir o exemplo de Cristo.

Jesus não responde a pergunta, mas vai ao que realmente interessa e adverte: “Fazei todo esforço possível para entrar pela porta estreita. Porque eu vos digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão. Ao invés de ficarmos curiosos com o número dos salvos, preocupemos com as nossas atitudes no presente de nossa vida, em relação ao ensino da Palavra, para que possamos verdadeiramente herdar o Reino. Portanto, Cristo chama a nossa atenção para o presente. A pergunta que devemos fazer é essa: Como estamos vivendo o nosso agora em relação a Deus e a sua Palavra? A resposta para essa pergunta faz toda a diferença em relação a nossa salvação.

Cristo em sua resposta ensina que ser cidadão do seu Reino não é mera questão circunstancial de costumes ou uma adesão interesseira, mas é, antes de tudo, uma relação pessoal, individual verdadeiramente comprometida com seus valores e princípios em amor autêntico para com Deus pelo que Ele é em nossas vidas aceitando caminhar com Ele até a Cruz onde morreremos para o que somos (pecadores) e renasceremos Nova Criatura. O sofrer a dor da morte e também a dor de renascer é a única garantia de receber a salvação, de encontrar a porta aberta e a porta é o próprio Cristo.

Pr. Valquimar 

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