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21/10/2014 15:47 - Atualizado em 21/10/2014 15:53

Entrevista com o Pr. Edson Klitzke, preletor oficial do Seminário de Casais

No dias 7 a 9 de novembro, o Ministério da Família IBBP promove o Seminário de Casais, e nossa equipe bateu um papo com o preletor oficial da programação, Pr. Edson Klitzke. Confira:
 

IBBP: Muitos pastores relatam que antes de iniciar um estudo ou pregação em um culto é necessário reservar um tempo para perguntar ao próprio Deus o que deve ser dito àquela igreja ou grupo de pessoas. Com base nessa afirmação e no tema “Termos um só coração”, como devemos nos preparar para esse seminário?

Precisamos desconstruir nossas expectativas e visões sobre o que intentamos enquanto homens para este tempo e encontro. Daí, construirmos submissamente tudo quanto o Senhor deseja para nós.  O ES será nosso direcionador e testificará missão maior. Teremos um só coração, um só sentimento – a plenitude da paz do Senhor. Então, consequentemente, diremos e ouviremos: Este negócio é de Deus!

A resposta é nos despirmos totalmente de nós mesmos e nos cobrirmos com a graça do Senhor em oração. Oremos continuamente!

 

IBBP: O livro de Jeremias, que é o texto bíblico do nosso encontro, conta a história de um homem que chorou e agiu em nome de princípios mesmo quando as pessoas não estavam interessadas. Que paralelo podemos fazer dessa situação com os nossos dias? Quais são as características dos casais cristãos que choram diante dessa situação e agem? Quais são as características daqueles que fazem parte do grupo que simplesmente escuta, mas não quer mudar a sua maneira de viver? 

O Profeta Jeremias pagou um grande preço por profetizar a verdade sobre o povo e seu futuro. Ele estava só em sua missão, pois, o povo não conseguia visualizar os sinais de suas palavras e intenção e, além disso, os seus “colegas de ministério” não caminhavam com o mesmo conteúdo – profetizavam contraditoriamente a perspectiva divina para aquele tempo e o futuro. A nossa profecia hoje é oposta ao que a sociedade vê e impetra sobre si, sua família e futuro. Estamos sós!

As possíveis características dos casais cristãos que choram são: fidelidade alta e coerente para com os projetos de Deus; uma práxis centrada nos valores e ética do Reino de Deus; solidão nos caminhos e sonhos do cotidiano social; angustia e agravo de alma frente os desafios conjugais e familiares; etc.

Os que não mudam sua maneira de viver são vistos como: confortáveis, empáticos e passivos aos processos sociais por extraírem algum ganho na realidade que vivenciam; consideram como especulação religiosa e tendenciosa tudo que ouvem e não concordam de Deus; baseiam-se em seus próprios valores e juízos, etc.

 

IBBP: Queremos convidar casais que ainda não reconhecem a soberania de Deus nas suas vidas, mas que querem cuidar do próprio casamento. Como devemos aproveitar essa oportunidade?

Há verdades bíblicas implícitas em muitos conceitos diretivos à vida conjugal e familiar e que indicam limites humanos frente às suas demandas e que desembocam na necessidade de Deus. Todo o casal que quer cuidar de seu próprio casamento perceberá que não serão bem sucedidos se não tiverem a ajuda e direção de Deus.

A oportunidade deve ser aproveitada com a seguinte afirmativa: Você investe o máximo em seu casamento e quanto mais o tempo passa mais se descobre deficitário em tantos aspectos relacionais, proporcionando uma impotência e uma ignorância real de ação. Vamos dividir esses dilemas e pensar numa possibilidade ainda não aplicada? Vamos ver pelo menos se poderá dar certo?

 

IBBP: A sociedade ao longo dos anos tem deturpado o papel do homem e da mulher no casamento. Quais são, na opinião do senhor, os principais erros que os casais cristãos têm cometido e que são fruto da influencia desta sociedade não cristã?

Talvez os principais erros sejam: liberalismo hedonista na prática familiar; individualismo e egoísmo na proposta dos papeis conjugais; permissividade na ditadura que a minoria impõe sobre a maioria; fuga da responsabilidade cristã; etc.

 

IBBP: Qual ou quais foram as lições práticas que o senhor aprendeu ao longo do seu casamento e que o senhor colocaria em outdoors espalhados pela cidade?

Comunicação – Desafio constante do casal e da vida (existe diferença entre ouvir e entender); Perseverança – vale a pena lutar sempre pelo que se acredita (pague o preço e não tente levar a vida desprezando o custo que ela possui); Amor – Cura e dá vida a tudo (sentido e conceito da vida); Humildade – Prática imprescindível e sempre esperada nas relações sociais (agrega valor em tudo que se propõe alcançar); Fé – Impossível seguir em frente sem tê-la (precisamos dos absolutos); Deus – Razão de tudo (visão de mundo).

Aprendi que a família precisa ser prioridade prática e não apenas teórica e racional. As tomadas de decisões no casamento precisam sempre ser tomadas em conjunto e nunca individual. Certifique-se que o que foi dito foi entendido corretamente, nunca apenas presuma. O maior presente que podemos dar em família é o nosso tempo.

 

IBBP: Quem é a família Klitzke?´

Uma família que se propõe honrar todos os sonhos que Deus tem reservado para ela. Sua principal característica é perseverança!

 

IBBP: O que despertou o senhor a trabalhar de forma mais direta com o ministério da família?

É a base de toda a sociedade, desafio maior no ministério pastoral.

 

IBBP: Quais são, na sua visão, os principais problemas e desafios que os casais tem enfrentado nos dias de hoje?

Insubmissão a Deus; Leitura superficial da vida e das relações humanas; Linhas de fuga incoerentes; Falta de foco no conjunto; Ausência de diálogo; Acomodação no bom e incapacidade do melhor; Prioridades distorcidas; Impaciência e fragilidade pessoal; etc.

 

IBBP: Porque o cuidado, o carinho, o romantismo e a atenção entre os casais tem sido tão menos frequentes nos dias de hoje? O senhor acredita que esses hábitos estão fora de moda?

Essas práticas exigem e responsabilizam o praticante e a tendência de nossos dias é fugir de tudo que possa nos comprometer e nos fazer dependentes do outro. A ideia é sempre receber e sempre justificar nossa falta pelo tudo que já temos que realizar. O outro sempre fica para depois. Nós não entendemos que quando investimos no casamento estamos investindo em nós mesmos. O grande vilão em respostas pelas pessoas é o tempo e a ausência da prática do outro nestas questões. – “Eu não recebo, logo eu também não tenho o dever de dar”.

Faça a sua inscrição e não perca a oportunidade de estar dentro desse projeto de Deus! Saiba mais clicando aqui.

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