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25/11/2014 16:51 - Atualizado em 25/11/2014 17:00

Liderança segundo o modelo de Cristo

Os melhores líderes cristãos são aqueles que melhor refletem o caráter do Mestre.

Não são apenas os cristãos que elogiam a liderança de Jesus. O mundo secular, que não tem nenhum compromisso com Sua Pessoa, reconhece nEle o máximo, quando se busca qualidade e impacto de líderes.

Considere o material humano que Jesus escolheu para formar Seus sucessores: homens sem formação intelectual, sem experiência no mundo, sem escolaridade ou criatividade. A pescadores, Jesus adicionou um fiscal de impostos e Simão, um “sicari”, (terrorista). Outros discípulos, sem profissão conhecida, formaram o grupo conhecido como “os Doze”.

Fazer diferença nas pessoas, segundo Anthony de Sousa, do Instituto Haggai de Liderança Avançada, distingue o líder de verdade; então, Jesus foi um líder par excelence.

Em primeiro lugar, Jesus não Se precipitou em Seu ministério de formar os homens que seriam os futuros líderes da igreja que edificaria. Sua liderança começou com Seu batismo, a descida do Espírito Santo sobre Ele e a declaração do agrado de Deus Pai: “Tu és meu Filho amado; de Ti Me agrado” (Marcos 1.10,11). Uma das ênfases de João é a de que Jesus não agiu independentemente do Pai. Enquanto a liderança secular procura sua formação nas mais conceituadas universidades para sugar dos professores a melhor maneira de criar e administrar uma empresa, o MBA bíblico exalta o aprendizado pela íntima comunhão com Jesus (Atos 4.13).

Em segundo lugar, Jesus trabalhou o caráter de Seus discípulos. Note o destaque que Ele dá nas Bem-Aventuranças. A soberba exclui o pecador do Reino dos Céus, enquanto os pobres de espírito o possuem (Mateus 5.3). Jesus amorosamente convidou os cansados e pobres de espírito a vir para Ele e aceitar Seu jugo. Assim, aprenderiam a ser humildes e mansos (Mateus 11.28,29). O discípulo que se arrepende de seus pecados será consolado. Os mansos herdarão a terra. Jesus repreendeu Tiago e João por desejarem chamar fogo do céu para punir os samaritanos que recusaram receber Jesus em seu povoado (Lucas 9.54).

Os discípulos de Jesus foram sempre intimados por Jesus a sentir fome e sede de justiça. A satisfação de Jesus se cumpriu na profecia de Isaías: “Depois do sofrimento de Sua alma, Ele verá a luz e ficará satisfeito” (Isaías 53.11a). O sofrimento de Cristo pelos pecados do mundo trouxe justiça: “Meu servo justo justificará a muitos, e levará a iniquidade deles” (Isaías 53.11b). Jesus repreendeu a Pedro por sua incompreensão da missão do Mestre, a qual exigiria as agonias da cruz para se cumprir (Mateus 16.21,22).

Os discípulos tomaram passos iniciais no aprendizado sobre o exercício da misericórdia em muitas ocasiões: a mulher adúltera perdoada (Jo 8.11); a bênção das criancinhas (Marcos 10.13-16); a compaixão de Jesus diante da fome da multidão (Mateus 14.14); na resposta que Ele deu a Pedro diante de sua pergunta: “Quantas vezes é necessário perdoar quem pecou contra nos?”.

Jesus elevou a definição de pureza de coração a um nível muito mais alto do que a Lei exigia quando explicou que desejar uma mulher que não seja sua esposa é cometer adultério no coração (Mateus 5.28). Para os pacificadores, Jesus prometeu que receberiam o rótulo de Filhos de Deus (Mateus 5.9). Muitos outros trechos da Palavra de Deus mostram como a prática e o ensino de Jesus tiveram a finalidade de preparar seguidores com atitudes semelhantes às Suas (Filipenses 2.5).

Os melhores líderes cristãos são aqueles que melhor refletem o caráter do Mestre.

Pr. Russell Shedd
Revista Cristianismo Hoje

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