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6/01/2013 18:01 - Atualizado em 6/01/2013 18:01

Missão batista é destaque no Jornal Nacional

Cristolândia ajuda na recuperação de dependentes de crack em SP

Em meio a Cracolândia a porta que se abre pode ser o começo de uma nova vida. Foi assim com Clodemir.

“Um dia eu entrei por essas portas sem roupa, sem roupa, sem nada, eu tava ha 3 meses com a mesma roupa, 3 meses sem tomar banho”, conta Clodemir José, funcionário da igreja.

Primeiro o convite: “querido, você já tomou banho, ja?”

Depois o chuveiro quente, roupas limpas, comida, um abraço.

É assim, com o básico e o muito importante que começa o trabalho dos fiéis da Igreja Batista no lugar que ficou conhecido como a Cristolândia. É preciso entrar com as próprias pernas e normalmente isso acontece quando o usuário chegou ao fundo do poço e quer ajuda.

“Sempre me senti um lixo. Na rua me sinto um lixo”, diz um dos dependentes. “Principalmente parar com o crack, porque o crack não é vida, é destruição”, afirma outro.

A porta sempre aberta para quem quiser entrar é apenas o começo de um longo processo. A base do tratamento aqui na Cristolândia é a vontade do dependente de largar as drogas. Fazer com que esse desejo seja mais forte que a vontade de usar não é uma tarefa fácil.

A primeira etapa é a mais difícil, quem fica internado quase não usa medicamentos, apenas os que são absolutamente necessários e prescritos pelos médicos. A idéia é que o dependente tenha consciência e participe do tratamento.

“Fé um valor muito importante pra nós, mas nós cremos no desejo da pessoa deliberadamente ter a sua vida mudada radicalmente para uma outra direção, para um outro caminho”,  explica Pastor Paulo Eduardo, responsável pelo projeto.

Os desvios acontecem. “Eu recaí porque eu pensei que eu tava bom. Eu bati o pé, falei não, vou embora. Me deu uma loucura, abstinência”, conta Cristiano.

Mas segundo os responsáveis, 40% ficam e passam para as outras fases do processo que incluem a vida e o trabalho no campo, a reaproximação com a família. Em três anos a Cristolândia conta 400 dependentes recuperados.

Cristiano hoje veio para tentar novamente: “Eu vou ficar, pode haver o que haver, eu vou ficar. Eu quero me recuperar”.

Clodemir está limpo há três anos e meio, mas a felicidade não está completa. “Falta a gente olhar pra aquela calçada do outro lado e não ver mais ninguém deitado do outro lado”.

Clique aqui e assista ao vídeo.

Fonte: www.g1.com.br

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