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9/04/2018 12:52 - Atualizado em 9/04/2018 12:52

Onde estás?

Gosto de perguntas. Retóricas ou objetivas. Desconcertantes ou aquelas de lugar comum. As que expõem toda a minha ignorância ou as que fazem exatamente o contrário. Acho que perguntas tem papel essencial na comunicação. Quando feitas de maneira leal podem ser a oportunidade certa para ouvir o coração do outro ou ser ouvido pelo outro, mas principalmente, para escutar a nós mesmos.

Não foi sempre assim. Muitas e muitas vezes me senti intimidada, afrontada ou acovardada diante das indagações feitas por um professor, um amigo ou um familiar. Até que descobri que as perguntas dizem muito mais sobre o inquiridor do que sobre o inquerido. É Volteire, filósofo iluminista que viveu no século XVII, quem diz “julgue-se um homem mais pelas suas perguntas do que pelas suas respostas.” Aprendi ao longo dos anos no exercício da docência que perguntar é quase uma arte: Requer conhecimento. Mais que isso! Requer compaixão.

Jesus gostava bastante de perguntas. Não poucas foram vezes em que ele fez questionamentos, que a um olhar desatento, pareciam ter respostas pra lá de óbvias. Perguntar a um cego qual era o desejo deste, cá entre nós, não parecia ser exatamente algo extraordinário: Ele queria ver!

Porém em um estudo um pouco mais dedicado podemos perceber que as perguntas feitas pelo Mestre tinham exatamente o propósito trazer à luz uma percepção mais acurada sobre o problema apresentado. Afinal, para o sucesso de um milagre, há que se ter a certeza do diagnóstico. De que cegueira se tratava?

“Quem vê a mim, vê ao Pai”, disse Jesus. Realmente, analisando a Bíblia, Deus mantem uma constante: Diálogos estabelecidos a partir de perguntas. De Gênesis a Apocalipse: “Onde está Abel?” “A quem enviarei?” “Quem é teu próximo?” . Porém todas elas possuem em seu cerne ecos da primeira indagação feita ao homem estando este ainda no Éden: “Onde estás?” Gênesis

Todos os dias, deparo-me com esta pergunta. Muitas e muitas vezes apresentei argumentos que não respondiam à questão e, assim como Adão, tentei explicar mas não responder. Foi estudando nas Escrituras a vida de homens poderosamente usados por Deus é que descobri que esta pergunta única, requer consequentemente uma única resposta: Eis-me aqui.

Eis a pergunta. Qual é sua resposta?

Andréa Guimarães
Ministério de Educação Cristã

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