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10/02/2015 13:45 - Atualizado em 10/02/2015 13:59

Procure a sua dracma

Numa de suas parábolas, Jesus nos fala de uma mulher que tinha dez dracmas. Era o seu tesouro, amealhado depois de muito trabalho. Ao final de um dia, ela foi conferir suas moedas e deu falta de uma. Era apenas uma dracma, mas era a sua dracma e ela não se conformou com a perda.

Como faz toda a mulher (Jesus tinha uma sensibilidade extraordinária para captar as características humanas), ela começou a procurar pela moeda perdida. Como estava escuro, acendeu a casa, pegou uma vassoura e escrutinou todos os cantos da casa. Talvez tenha chamado as amigas para lhe ajudaram na tarefa. Tanto se empenhou que encontrou a moeda.

Então, chamou todas as suas amigas e vizinhos e deu uma festa para comemorar a descoberta (Lucas 15.8-10). Esta parábola nos mostra que na vida perdemos. Por mais que ganhemos, também perdemos. Perdemos parte de nossa saúde, o que nos traz preocupação e medo. Ficamos sem os recursos financeiros que precisamos para arcar com nossas despesas, seja por causa da perda de um emprego ou do acúmulo de dívidas. Parentes ou amigos com quem dividimos nossas alegrias e tristezas partem, tragados pela morte ou por um conflito conosco. Somos reprovados em processos que nos permitiriam galgar novos degraus na vida profissional.

A mulher da parábola também perdeu e reconheceu que perdeu. Ela não negou a realidade. Ela não se agarrou a alguma passagem da Bíblia que interpretou equivocadamente para mostrar a si mesma que não perdera. Com maturidade, ela reconheceu que perdeu. Sua dracma não estava mais no cofre. Ela reconheceu a perda, mas não se permitiu paralisar por isto. Ela não se fez de vítima.

Em lugar de lamentar, ela decidiu reconquistar sua dracma, ela tomou a decisão de ir ao reencontro de sua alegria. Com esta disposição, ela usou todos os recursos possíveis na busca de sua dracma perdida. Encontrou-a.

Encontrando-a, chamou as amigas para agradecer a Deus. Sua gratidão teve o mesmo empenho da procura. Ela procurou com intensidade. Ela agradeceu com a mesma intensidade. Talvez tenha reunido amigas para a busca. Agora reúne amigas para a gratidão. Ela não era adepta da chamada alegria interior. Sua alegria era tão intensa que transbordou.

Jesus considerou o prazer daquela mulher semelhante à alegria de Deus quando um pecador se arrepende e se volta para ele. Quando a ovelha perdida é encontrada, ele se alegra. Quando o rapaz perdido volta, ele se alegra. Para ele, somos dracmas. Quando nós perdemos, ele nos procura com empenho, até nos encontrar, e se alegra.
Talvez tenhamos perdido alguma dracma: talvez a saúde, talvez o emprego, talvez o amor de uma pessoa, talvez uma oportunidade (como um curso ou um concurso), talvez o prazer de viver.

Como aquela mulher, busquemos insistentemente a nossa dracma. Talvez sejamos as próprias dracmas perdidas. Saibamos que Deus está à nossa procura. Desejemos que ele nos encontre. Somos especiais para Deus. Há muitas dracmas no mundo, mas ele nos busca porque somos especiais para ele.

Pr. Israel Belo de Azevedo

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