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7/06/2014 9:11 - Atualizado em 10/06/2014 15:18

Profetas sem honra

Chegando a Nazaré, cidade onde passou a sua infância e adolescência, Jesus dirigiu-se à sinagoga, acompanhado de Seus discípulos, e passou a ensinar as Sagradas Escrituras (Marcos 6).

Aqueles que o conheceram como carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, José, Judas e Simão, e, ainda, sabendo que naquela cidade moravam as suas irmãs, ficaram escandalizados. “Como este homem se atreve a nos ensinar como se Mestre fosse?”

Jesus, em resposta, disse-lhes: “Não há profeta sem honra, senão na sua terra, entre os seus parentes e na sua casa” (6.4).

O povo de Deus ainda não se deu conta que essa expressão foi dita por Jesus com pesar, pela dureza dos corações que aceitam qualquer um que venha de fora – mesmo que só fale bobagens, dê gritos histéricos, e fira a sã doutrina – e desprezam os “caseiros”, apesar desses pregarem o Evangelho puro.

Quem prega a Palavra, por mais coerente que seja, deve saber que sua coerência e fidelidade às Escrituras não desperta interesse no dia-a-dia entre os familiares, amigos e aqueles que lhe são mais chegados. Sua palavra é contestada, seus ensinos são confrontados, suas afirmações são questionadas.

Esses amigos e familiares podem amar o profeta, achar que Deus o usa, mas, se um estranho chegar dizendo a mesma coisa dita por aquele, será como um oráculo para quem a não ouve o profeta de casa, simplesmente por ser de casa!

Poderíamos encontrar algumas razões para tal rejeição. Por exemplo: os seus familiares e amigos o conhecem. Na convivência, ao longo do tempo, passam a conhecer seus limites e fragilidades, e, assim, não conseguem aceitá-los com autoridade para o ensino e o aconselhamento.

Já, para os profetas de outros arraiais, vistos apenas de longe, cria-se uma imagem de perfeição, de sabedoria, de consagração, de santidade. É possível que sejam! Mas, com certeza, eles também têm as suas fragilidades, cometem seus erros e são incoerentes em alguns momentos de sua vida. Ou não é assim? Eles devem ser também profetas sem honra entre os seus!

Não são poucos os colegas de ministério que sofrem a rejeição, ainda que suavizada por palavras, de seus familiares. Ouvi, recentemente, o relato dramático de um pastor que sofre emocionalmente pelo não reconhecimento de sua autoridade pastoral no seio da família.

Coisa semelhante acontece com muitos pais: os filhos ouvem colegas, amigos, professores e pessoas estranhas; mas que dificuldade em ouvir os conselhos dos pais!

O Apóstolo Paulo, que um dia rejeitou Marcos, um jovem obreiro de casa, escreveu: “Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra” (Romanos 13.7).

Aos meus colegas de ministério: rogo que Deus os abençoe ricamente.

Às igrejas: honremos os profetas de casa!

Pr. Arlécio F. Costa 

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Comentários

  1. Nivalde Teixeira de abreu disse:

    Toda honra e Glória ao nome do Senhor. Tenho sido muito edificado com as Pastorais e estudos dos amados pastores do Barro Preto.
    Para mim esta Igreja é um referencial de fé e seriedade no Cristianismo.

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