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4/04/2016 11:51 - Atualizado em 4/04/2016 11:51

Queria Amar!

Recentemente, lendo o livro “Convite à solitude” de Brennam Manning, encontrei a seguinte história:

“Um judeu amigo meu que se converteu ao cristianismo há vários anos, escreveu a um religioso, conhecido por sua piedade e devoção, pedindo para marcar uma audiência. Sua resposta: ‘Agenda cheia. Venha daqui a seis meses.’

Após longas horas de oração, o convertido pensou o que perguntaria durante a entrevista. ‘Não posso desperdiçar seu tempo com abstrações e generalidades!’ Quando chegou o dia marcado, entrou no gabinete daquele religioso, sentou-se e disse sem rodeios: ‘Tenho somente uma pergunta: Como posso tornar-me santo?’

O homem piedoso apertou os olhos, inclinou-se sobre a mesa, tomou a mão do meu amigo e com uma intensidade pungente sussurrou: ‘Queira sê-lo!’.

A entrevista chegava ao fim.”

Santidade. Palavra doce, quase musical, mas que em si carrega o poder de nos incomodar, nos desconcertar e inquietar. Tratamos de enquadrá-la: “Cuidado com o Legalismo” dizem alguns. Outros advogam sua irrelevância argumentando que a Graça já fez sua parte e portanto no processo de limpeza da vida e da alma não cabe papel algum ao homem. Quase posso escutar o esbravejar do apóstolo Paulo: “Que diremos, pois?

Permaneceremos no pecado para que seja a graça mais abundante? De modo nenhum!” Romanos 6.1. O caminho para a santificação não passa pelos extremos da justiça própria ou, como diria Bonhoeffer, pela “baratização” da Graça. A estrada é outra.

Recordo-me daquela mulher pecadora, que num ímpeto entrou à casa de Simão, o fariseu, e pôs-se a lavar os pés de Jesus com unguento e lágrimas. Naquela ocasião o Mestre ensinou o primeiro e maior passo no caminho da santificação: “perdoados lhes são os seus muitos pecados, porque ela muito amou”. Eis o segredo! A partir da consciência do quanto somos pecadores, nasce aquilo que João chama de “constrangimento” pela assombrosa amplitude do perdão divino. Nosso coração se enche de um amor genuíno e é ele que já não mais deixa lugar para a meritocracia – sabemos que nada podemos – e, progressivamente, nos causa repulsa por tudo aquilo que fere o Amado, a saber toda a sujeira do pecado.

Não. Esse não é um acontecimento. É um processo. Todos os dias ao acordar preciso me lembrar que nasci de novo, que sou nova criatura e que isso só foi possível porque “Ele me amou primeiro”. Todos os dias preciso renovar meu compromisso em buscá-Lo e conhecê-Lo pois, de acordo com Tomás de Aquino, só amamos aquilo que conhecemos. Em minha mente sonhadora, vejo e ouço o jovem Davi contemplando as corças e dizendo: ”Assim como essas corças anseiam pela água, o meu coração tem sede de ti”. Não foi por acaso que este foi o homem achado segundo o coração de Deus.

Para sermos santos, precisamos querer. Para querer, é urgente…. Amar!

Andréa Guimarães

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