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24/10/2016 14:52 - Atualizado em 24/10/2016 14:52

Um pouco de história

No ano de 1505, o jovem Lutero, com apenas 22 anos de idade, resolveu tornar-se um monge agostiniano por entender que a vida monástica era o caminho mais adequado para a salvação.

Mas, no Convento, ele não encontrou a paz de espírito desejada. O sentimento de culpa pelos pecados e a sensação de estar debaixo da ira de Deus fez com que ele se excedesse em jejuns, vigílias e flagelações.

Em 1513, ao ler a Carta aos Romanos, Lutero deparou-se com o texto “O justo viverá por fé”(Rm 1.17 b). A partir dessa leitura ele entendeu que a “justiça de Deus” não se refere ao fato de que Deus castigue os pecadores; mas, que a justificação do homem é uma dádiva de Deus. O cristão é perdoado e salvo, não porque seja justo em si mesmo, ou porque cumpra as exigências da justiça divina, mas porque Deus lhe dá essa graça. A fé não é uma qualidade do homem, pela qual ele mereça uma recompensa da parte de Deus.

Lutero continuou trabalhando na Universidade de Wittenberg sem romper com a igreja. Até que, em 1517, apareceu, nas cercanias da cidade, um homem chamado João Tetzel, enviado para vender indulgências. Tetzel afirmava, entre outras coisas, que aqueles que comprassem as indulgências por ele vendidas, ficariam mais limpos do que Adão antes de pecar. Essas indulgências ofereciam diminuição das penas do chamado “purgatório”, até para os parentes já mortos (”tão pronto a moeda caísse no cofre, a alma saía do purgatório”). Ao saber do fato, Lutero se indignou, uma vez que o tráfico das indulgências estava desviando o povo do ensino a respeito de Deus e do pecado, enfraquecendo seriamente a vida moral do povo. Decidiu, então, enfrentar tão grande erro e abuso.

No dia 31 de outubro de 1517, véspera do “Dia de Todos os Santos”, quando muita gente comparecia à igreja do castelo de Wittenberg, Lutero afixou, nas portas dessa igreja, 95 teses que deviam servir de base para um debate acadêmico, onde atacou principalmente a prática das indulgências, declarando que estas não tinham poder para remover a culpa ou afetar a situação das almas no purgatório; e que o cristão arrependido tinha o perdão vindo diretamente de Deus.

A venda de indulgências objetivava o término da construção da Basílica de São Pedro. A grande basílica, que é hoje o orgulho da Igreja romana, foi, portanto, uma das causas indiretas da reforma protestante.

Aberta assim a luta, o Reformador prosseguiu sem temor.

Como era de se esperar, Lutero foi excomungado pelo papa, mas esse ato só seria tornado efetivo após a aprovação pelo parlamento alemão, chamado “Dieta”, que foi convocado para se reunir, em 1521, na cidade de Worms.

Na Dieta, Lutero foi instado pelo imperador a se retratar de seus atos e livros que escrevera, ao que respondeu: “É impossível retratar-me, a não ser que me provem que estou errado, pelo testemunho das Escrituras… Minha consciência está alicerçada na Palavra de Deus. Assim Deus me ajude. Amém”

Ao celebrarmos o Dia da Reforma, firmemos o nosso compromisso com os princípios da Palavra de Deus, mantendo o zelo pela sã doutrina. Para tanto, que Deus nos abençoe.

Pr. Arlécio Franco Costa

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